terça-feira, 22 de maio de 2012

O mistério da Pousada 


Numa estrada longa, solitária com uma paisagem mórbida, meio escura, parecida com cenário de um filme gótico. Estava viajando há umas 6 horas sem parar. Ao longe avistei uma pequena pousada com uma placa grande escrita "Bem-vindo a sua primeira parada". Achei estranho como se a placa estivesse direcionada a mim, mais mesmo assim resolvi parar. De perto o lugar era bonito, uma casinha amarela com um telhado de barro como as do interior, tinha uma cerca na entrada, me parecia aconchegante.
Bati na porta, esperei alguns segundos e nada, então resolvi verificar se a porta estava aberta, e estava, entrei.
-Com licença, há alguém aqui? -disse com um pouco de medo de ser repreendida por ter entrado assim, sem permissão. -Por favor, gostaria de um quarto e...
Fui interrompida por uma moça, ou melhor uma senhora, branca, baixa com olhos azuis e cabelos na altura do ombro com um laço no topo, de avental. Um cheiro de comida caseira subiu instantaneamente no ar.
-Olá, desculpa demorar a vir, venha comigo querida.
A senhora me levou em direção ao cheiro da comida, a cozinha, havia outras 2 pessoas lá, uma outra moça e um rapaz, jovens, ele negro com um moletom verde e ela ruiva com um vestido amarelo, provavelmente eram um casal.
-Sente-se, deve estar com fome ?! A comida já estará pronta não se preocupe.
"Estranho sem apresentações e..." meu pensamento foi interrompendo pela senhora.
-Desculpe, meu nome é Lucinda, sou a dona da pousada! -disse a senhora, estendendo a mão.
-Meu nome é Lisa, a senhora teria um quarto para mim está noite?
-Claro, depois te levo para conhecer seu quarto. -respondeu a senhora de um sorriso misterioso, quase assustador
-Obrigada.
O cheiro de comida era cada vez mais tentador. Até que a comida chegou a mesa. Não era só o cheiro mais o sabor da comida parecia maravilhoso, frango assado, salada de folhas, arroz branquinho, feijão aparentemente com um tempero perfeito. Enquanto tomava o suco reparei que a moça que vira sentada na mesa antes, agora estava com uma expressão diferente, aparentemente preocupada. Mais estava comMais estava com tanta fome que não fui capaz de me importar.
Depois do jantar o cansaço tomou conta de mim, não fui capaz de ao menos experimentar a sobremesa. Olhei para figura de senhora na ponta da mesa.
-A senhora se importa de me levar a um quarto. Estou morta de cansaço.
A senhora riu.
-Morta está eu! - Disse ela se levantando.
Andamos até o segundo andar onde havia várias portas de outros quartos, no fundo do corredor havia uma porta dourada com desenhos diferentes, estranhos. Mais fui direcionada para outra porta.
-Bom, este é seu quarto!
-Ok, obrigada.
-Há antes que me esqueça, não vá ao quarto da porta dourada, quem está hospedado lá não gosta de ser incomodado. Boa noite jornalista!
-Boa noi... Espera, não te disse minha profissão. Como sabe?
-Foi um chute - disse a senhora, Lucinda com uma gargalhada.
Algo estranho tinha naquele lugar, mais era melhor me manter longe, de manha eu iria embora então não havia com que me preocupar.
De madrugada ouvi alguns sons vindos do final do corredor. Bateram na porta, o pânico começou a surgir na minha cabeça, a adrenalina e o medo começou a correr nas minhas veias. Continuaram a bater durante um bom tempo, até que não pude ouvir mais nem um som.

Acordei com o cheiro de café inundando o quarto. Não sabia se tinha sonhado, mas, não quis pensar sobre o ocorrido da noite passada.
Na mesa do café o mesmo casal e a mesma senhora.
-Fiquei sabendo hoje, que a estrada está interditada. Ninguém pode passar até eles concertarem um buraco que está se estendendo pelo caminho, não sei como vamos fazer ! -disse o rapaz.
-Como assim? Eu preciso ir embora! -disse eu meio exaltada.
-Por que a pressa Lisa? Não nós importamos de que vocês fiquem aqui!
Comecei a reparar que o casal que estava comigo também eram hospede e que como eu estavam com presa para sair dali. Também percebi de que desde que cheguei a única pessoa que morava na pousada era Lucida, mas por que ela teria dito ''nós não nos importamos"?
-Queridos o café esta pronto! -disse Lucinda colocando o café sobre a mesa se alimentem bem!

Depois do café, fomos dar uma volta pela parte de trás da pousada. Havia uma paisagem linda lá.
Em um ponto da nossa caminhada e conversa descobri que não fora apenas um sonho o ocorrido da noite passada, e que quem havia batido na minha porta foi Carlos, noivo de Fabia. Por um lado fiquei aliviada de não estar ficando louca, mas assustada por não ter sido minha imaginação.

O final da manha e a tarde passaram tão rápido, que quando olhei para a janela após o café da tarde, já estava escuro do lado de fora. Um tempo depois jantamos e fomos dormir. Nessa noite não demorou muito até que os barulhos começassem. Dessa fez um pouco mais corajosa resolvi ver o que estava acontecendo.
Ao sair no corredor tive uma visão horrível, o casal estava pendurado no teto com os órgãos caídos no chão e tudo envolta banhado de sague. Corri pelo corredor sem saber para onde estava indo, até que cai dentro de um cômodo.
Eu estava dentro do quarto onde Lucinda pediu que não chegasse perto. Era escuro e havia cadáveres em toda parte, havia um aroma de flores no ar. Olhei em direção a uma lareira que havia no cômodo, havia uma sombra alta e turva se movimentando devagar, ao lado dela havia uma mulher.
-Lucinda? -gritei assurtada.
-Olá querida, gostou da decoração? Agora temos mais duas obras para serem empalhadas. E com você serão três !
Comecei a correr, desci as escadas e fui em direção a porta.
-Lisa, não pense nisso! Seja educada, deixe-me apresentar meu amigo Lúcifer.
A porta se fechou, risadas começaram a surgir atras de mim. Lembrei-me de um terço que minha mãe me deu, que sempre ficava no meu bolso. Não sou religiosa mais naquela situação me apoiei na fé.
Peguei o terço e o lancei para trás, atingindo a sobra "Lúcifer", a casa começou a pegar fogo, corri novamente a porta.
-Socorro!

Um mês depois acordei nesse hospital, deitada na maca. Descobri que aquela senhora havia morrido há 20 anos, e que tinha um pacto com o demônio. O casal foi uma das vítimas mais conhecidas dos rituais de sacarificação que a mulher fazia para Lúcifer.
Descobri também que todo o ocorrido não passou da minha imaginação trabalhando. Antes de sofrer o acidente estava lendo a carta de um amigo jornalista que contava essa história. Passei um mês em coma após o capotamento do carro.
O impressionante  é que o meu carro não explodiu, nem havia fogo perto do acidente, mas além do coma sofri queimaduras no corpo e uma delas tem o formato do terço. Como surgiu ? ninguém sabe, mas tenho meus palpites!

quarta-feira, 28 de março de 2012


Limite entre o amor e a loucura

Nos seguintes textos: O amor e a loucura, Os sofrimentos do jovem Werther e Iracema podemos ver um amor poético, o que difere do Caso Eloá. Isso porque enquanto as histórias falam de um amor que sede ao outro, a notícia que abalou o país é sobre um amor doentio e possesivo.
Não é comum vermos um romance como o de Iracema e Martim que acontece por acaso e termina de uma forma trágica, mas ainda romântica, ou também o amor incomum de Werther por Carlota, que chega ser confuso ao expressar seus sentimentos. Já acontecimentos como o que ocorreu com Eloá e Lindemberg são rotineiros nos tempos atuais, mais, nem todos vão há público.
Não sei se o que ocorreu com a jovem assassinada pode ser considerado amor. Isso porque ao contrario do que diz o texto O amor e a loucura, não acredito que esses dois sentimentos sigam lado a lado.
Tenho comigo que para que exista um relacionamento, tem que haver sensatez e respeito a decisão e opinião do outro, não deveria ocorrer uma certa sensação de posse sobre o companheiro.
O amor é um sentimento forte que hoje é tratado sem muita importância, isso porque, do meu ponto de vista, a frase "Eu te amo" é usada quase com o mesmo tom de um simples "Bom dia".  Já não se respeita mais o verdadeiro sentido da palavra, que consiste em um  sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração.
A loucura é um estado de espírito tão forte e insano que nunca poderia ser comparado com o amor, pois, muitas vezes seus sentidos são cegos e não medem conseqüências de seus atos. A loucura é basicamente a insensatez ou imprudência sobre um feito.
Sem mais, no meu ver a loucura e o amor tem entre si uma limitação que não pode ser corrompida, para que não ocorra casos de extrema insensatez como houve no caso Eloá.