quarta-feira, 28 de março de 2012


Limite entre o amor e a loucura

Nos seguintes textos: O amor e a loucura, Os sofrimentos do jovem Werther e Iracema podemos ver um amor poético, o que difere do Caso Eloá. Isso porque enquanto as histórias falam de um amor que sede ao outro, a notícia que abalou o país é sobre um amor doentio e possesivo.
Não é comum vermos um romance como o de Iracema e Martim que acontece por acaso e termina de uma forma trágica, mas ainda romântica, ou também o amor incomum de Werther por Carlota, que chega ser confuso ao expressar seus sentimentos. Já acontecimentos como o que ocorreu com Eloá e Lindemberg são rotineiros nos tempos atuais, mais, nem todos vão há público.
Não sei se o que ocorreu com a jovem assassinada pode ser considerado amor. Isso porque ao contrario do que diz o texto O amor e a loucura, não acredito que esses dois sentimentos sigam lado a lado.
Tenho comigo que para que exista um relacionamento, tem que haver sensatez e respeito a decisão e opinião do outro, não deveria ocorrer uma certa sensação de posse sobre o companheiro.
O amor é um sentimento forte que hoje é tratado sem muita importância, isso porque, do meu ponto de vista, a frase "Eu te amo" é usada quase com o mesmo tom de um simples "Bom dia".  Já não se respeita mais o verdadeiro sentido da palavra, que consiste em um  sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração.
A loucura é um estado de espírito tão forte e insano que nunca poderia ser comparado com o amor, pois, muitas vezes seus sentidos são cegos e não medem conseqüências de seus atos. A loucura é basicamente a insensatez ou imprudência sobre um feito.
Sem mais, no meu ver a loucura e o amor tem entre si uma limitação que não pode ser corrompida, para que não ocorra casos de extrema insensatez como houve no caso Eloá.